A TAINHA GARRENTO – Liza aurauta (Risso, 1810) – por Jorge Lopes "Pely"

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha garrento!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 10 -30 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 1,5 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o sueste do Oceano Atlântico até Cabo Verde, no Mediterrâneo e mar Negro. Excelente populações em Noruega e Marrocos. BIOLOGIA: esta espécie que também é conhecida como tainha cinzenta dourada é  parecida com a fataça, porém possui uma tonalidade bronzeada e aprensenta manchas douradas nas bochechas. E em comparação com a fataça é bastante mais pequena. Os adultos formam cardumes que normalmente se deslocam ao longo da costa. De novembro a abril, deslocam-se para águas mais profundas e começa o ciclo reprodutivo. Os Juvenis vivem em estuarios e lagoas formadas pelas grandes marés e alimentam-se de organismos bentónicos, zooplanctôn, detritos e ocasionalmente de insectos. A tainha garrento ao contrário do que muitos pensam é um peixe desconfiado e bastante dificíl de capturar. Normalmente nunca engole o isco de uma forma clara. Costuma dar pequenos mordiscos e cuspir o isco de imediato, até estar completamente confiada de que o pode engolir, é nesta ocasião que devemos templar os nossos reflexos e esperar o suficiente para poder cravar o peixe. É um peixe fabuloso para concursos, já que pela quantidade disponível é possivel fazer grandes pesos em pouco tempo. Além disso proprociona uma luta mágnifica por pequeno que seja o exemplar. ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno «polvo».

RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,720 quilogramos e foi capturada no dia 3 de Julho de 2017 por Dennis Triana em Darwin, Austrália.  

                                                     HOMENAGEM AOS AMIGOS


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