De volta – por Pedro Nunes

“Surfcasting”

Boas pessoal!

Depois da minha habitual ausência que costumo fazer na altura do tempo quente e seco, cá estou eu de volta e um pouco atrasado eu sei, mas estou assim como o frio e os “dias de Inverno” que teimam em não chegar, apesar de alguma chuva que caiu e que tanta falta faz aqui no Sul do Sul.

Sinceramente pensei e repensei se tinha mesmo força de vontade de voltar a publicar as minhas jornadas de pesca aqui no blogue e apesar da vontade não ser igual à de outros anos decidi que ao menos vou tentar fazer algumas publicações (embora que talvez menos do que em anos anteriores) até porque ao preço que está o combustível e devido aos kms que faço cada vez que vou ao “meu” (Território Lobo) sou obrigado a estudar bem o caso para ver se me compensa ou não fazer essa despesa, enfim, como tudo na vida o que foi não volta a ser, no entanto tenho umas contas a ajustar com dois ou três Robalos que me ficaram aqui entravacados no garganil no ano passado e embora os velhacos tenham ganho aquela batalha não ganharam a guerra, eles logo as mamam, é preciso é calma, ao mesmo tempo aproveito para dar uma bofetada de luva branca e macia a alguns falsos “amigos” que me subestimaram, mas cada coisa a seu tempo como se costuma dizer…

Bom, mas falando de pesca decidi fazer uma pescasita de surfcasting e desafiei um grande amigo de longa data, talvez o maior culpado pelo bichinho da pesca que me corre nas veias. O Zé passou em minha casa à hora certa como já é habitual a pontualidade da parte dele e rumamos à praia escolhida, que apesar de não oferecer as melhores condições decidimos ficar por ali mesmo, pois naquele dia as saudades de estar naquele spot eram tantas que qualquer coisa servia para apaziguar a vontade de pescar e em vez de montar as canas perdi-me no tempo e fiquei a namorar aquele Mar imenso, até já tinha saudades de meter um chicote a estrear, com um estralho novo e uma chumbada das favoritas, fazer uma iscada daquelas perfeitas, lançar e quando vou esticar a linha pa meter a cana no suporte sentir que está presa numa pedra, que saudades que eu tinha daquilo hahahahaha…
Não começava da melhor maneira, mas ao menos estava a pescar e tinha a companhia de um dos melhores e o mais antigo parceiro de pesca que tenho…

Uma vez que estávamos perto da carrinha e o acesso era fácil, eu fui à frente preparar alguma coisa para aconchegarmos o estômago e quando estava pronto fiz de sinal ao Zé para vir dar ao dente, preparei uns ovos mexidos com atum e tomate e um copo de vinho claro, que naquele ambiente de pesca ainda soube melhor…
Esta foi a minha conta nesta jornada, foi o que se arranjou numa noite de pouca actividade por parte do peixe, foram poucos mas bons, ainda tirei duas douradinhas desavergonhadas mas foram devolvidas, elas estavam boas, boas mas era para crescer no Mar. Parece-me que os vegetais este ano vieram para ficar, a cada ano que passa está pior e é uma situação que me preocupa bastante, pois já perdi a conta das jornadas que cancelei por causa das algas…
As marés aqui pela Ria Formosa vão a bom ritmo, neste aspecto não me posso queixar, de uma maneira ou de outra vou arranjando sempre um mariscote para o “petisco” (lingueirões)
Berbigão

Santola
E é claro que um gajo também tem de comer alguma coisa, atão 😆

Uma cebolada de lingueirão à Lobo, até vocês choravam se provassem isto 😂

Bom pessoal por hoje é tudo, já deu para entreter e reavivar como se mexia aqui nas funcionalidades do blogue. Esta vai ser uma temporada ainda mais curta do que as anteriores, pois o Outono/Inverno por aqui cada vez são mais curtos e a Primavera/Verão são cada vez mais longos infelizmente…

Portem-se bem e até breve, força aí…

 


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